Descer.
Acordo, penso no que sonhei, mas não teve sonho, penso no ontem que foi vago e vazio... Espero pelo hoje que seja cheio e feliz. Começam os desafios, o primeiro e mais difícil o erguer-se da cama, sem água nem nada por perto só um coisa me estimula a fazer tal coisa: "-Desliga o maldito celular!".
Missão cumprida, a cama já não é mais tão deliciosa como era a alguns segundos atrás, o estômago não dá mais estocadas gentis no meu orgulho ele agora grita querendo alguma coisa... Dependente dele só posso ir até a cozinha. Dentro daquele pequeno espaço decido o que fazer como fazer para me dar um bom dia agradando meu paladar e relaxando os nervos de minha barriga.
A cozinha já não me alegra mais, agora preciso realmente de um choque alguma coisa que me faça acordar, o banheiro abre a porta sozinho e me chama para um banho, daqueles que a pele grita ao sentir o toque da água de tão fria e sem sentimento que é... Entregue agora aos prazeres de cada gota vou abrindo os olhos e pensando no dia... No frio diz que me espera...
Volto ao quarto e vejo coisas que não vi quando acordei, me deparo com roupas largadas e pelo chão, da porta ouço palavras, que vem cada vez mais rápido e cada vez mais cheias de rancôr elas somente dizem: "Arrume isso, arrume aquilo! Isso não pode ficar assim!"
Por alguns instantes reflito e me visto, coloco os fones no ouvido e sigo, meu caminho é único casa faculdade, faculdade casa, mas hoje, foi especial, foi casa parada de ônibus, parada de ônibus casa. Aquele que gritava por minha atenção tinha um irmão que estava com ciúmes de atenção, este agora se responsabilizou pela retirada de excessos, pondo-me em um tremendo aperreio, mas tudo bem como era perto de casa logo tudo foi resolvido e resumido a 5 minutos como rei em um trono de merda...
Enfim, desvirtuo pelo meu novo título "O Rei do Trono de Merda", decidi fazer o que mais me interessa: bater perna pelos cantos! As 8:00 da manhã quem diria, eu pensando que seria aquela alma vagabunda que estaria a perturbar outras me deparo com uma alma que já havia começado tal serviço. Logo pensei: "Estou no inferno abraço o capeta, ao invés de perturbar uma vez perturbo duas!".
Continuando meu desvistuoso dia, agora com um comparsa do desvirtuamento, começo a procurar o que fazer e vou tecendo o meu dia como uma velha fazendo crochê: conversando, fingindo que estou fazendo alguma coisa, porém sem fazer porcaria nenhuma.
Chega a hora do almoço, volto pra casa me sento à mesa e espero a chegada de meus pais, eles chegam sentam-se e dizem: "-Como foi a aula hoje meu filho?" Quase que de maneira simultânea... Olhando para aqueles olhos de esperança não vejo outra opção a não ser mentir e baixando a cabeça para comer respondo: "Foram boas, mas as matérias estão difíceis...".
As vozes se alvoroçam e em meio a palavras de bom grado, de apoio, de mals presságios, de aspirações, termino o meu almoço e sigo para o meu quarto com o intuito de descansar, começo a assistir coisas que nunca vi antes: "-Garota do inferno parece interessante...". Até onde a vigança vale a sua alma? Começo a me perguntar como assim...
Questionamentos vem até a hora de dormir, tudo fica escuro até que um pedido me acorda: "-Vá ali e xeroque isso e aquilo para ontem!!!" O bom filho não se levanta de imediato ele aguarda e diz: "Tá tá já vou...". Este já vou dura tempos, o tempo impaciente a dona do pedido que agora já vem com outro tom de voz... Ela vem com um tom choroso... E diz: "-Meu filho você não pode ir mais cedo?". Me levanto não falo nada, escovo os dentes, me sinto um cachorro vendo toda aquela pasta escorrendo... me resumo ao espelho volto a si, cuspo tudo com as coisas ruins que me fixavam ali e sigo...
Missão completa, no caminho de volta vejo meus amigo a entrar no mais predileto antro de falta do que fazer, que, diga-se de passagem, está a beira de um colapso... Me sinto atraído, vou! Conversa perco a hora, corro faço as coisas que tenho que fazer em casa, vou a reunião. Chego lá me deparo com aqueles que se escoram, eles falam muito, mas agem pouco! Depois de 1 hora de debate assíduo, todos decidem: "-É negão tu faz o material...", enquanto isso traudzo mentalmente: "-É negão se fudeu mais uam vez..."
Cansado e desanimado volto ao antro citado... Me encontro agora com mais 5 viciados... os queias me encorajam a gastas dinheiro: Bora pexada, eles dizem, eu nego até que chego ao ponto de não resistir mais. Jogo, jogo bem, jogo pelo time, jogo pela vitória. Grito, reclamo, xingo e almaldiçôo, mas não perco. Vejo as horas, como elas passaram rápido já está na hora de ir, digo mais um Tchau e mais um boa noite, e vou a festa de meu futuro amigo.
Dou boas noites pra várias pessoas algumas que sorriem amigalvelmente mesmo nunca tendo me visto. Outras que me conhecem simplesmente sorriem e viram as costas, enfim... A vida é assim, ou pelo menos eu vivo nela assim, converso com uma, converso com duas pessoas, sou puxado por uma até a cozinha, ela é minha amiga e talvez até mais talvez até menos... Não sei até onde somos e até onde deixamos de ser... Sua mãe me oferece um prato, eu não aceito porém aquele que me pertubara outra hora, aquele das primeiras linhas, se manifesta novamente, não fazendo com que eu negue um bem preparado prato de arroz com vatapá. Santa comida! Talvez a melhor parte do meu dia seja essa o saborear do vatapá! Enfim como o prato principal é seguido de sobremesa, antes de terminar a comida lá vem o novo prato agora "chocolaticamente" adocicado. Abençôo a Deus por essa hora. E devoro-o discretamente, porém rapidamente!
Agora as pessoas com suas barrigas cheias dizem tchau e como num grande espatáculo falam boa noite em diversos tons, alguns dizem com a tristeza em suas vozes, outros como se aquilo fosse mais um dia, outros como se nada tivesse acontecido... Eu me mantenho firme, converso com o anfitrião e sua namorada sobre música e seus benefícios a vida. Ligo-me silenciosamente a sua irmã que passa pela sala sem falar nada nem olhar pra nada, somente vagando pela sala. A Conversa agora muda, vira-se para sua prima e relacionamentos tonam-se a discussão principal.
A noite continua são 23:00 só restam poucos, alguns já se despedem eu falo com a família, dou boa noite a todos da cozinha dou boa noite a minha adorável e doce amiga, em um abraço vejo oportunidades, vejo desastres, sinto e me privo de sensações... Até que um pequeno murmúrio me faz sorrir: "-Desculpa por eu não lhe dar atenção...", diz ela perto do meu ouvido me dando um abraço... Diante das circunstâncias, me contenho e digo: "-Valeu, não preciso mais disso seu não, só quero que você se cuide!", ela sabe que é mentira pois meus olhos não chegam a encontrar os seus...
Volto pra casam, meu jantar ainda em espera... Minha mãe sorri, meu pai me dá boas vindas, olho ao meu redor, vejo o sorriso de minha irmã em uma foto, como quem diz "bem vindo!", e digo cheguei em minha fortaleza...
Sento-me ao computador e primeiramente procuro por aquela que é a mais distante e mais próxima do desejo e da loucura que me falaram que é amor, falo com ela agora esperando que minha hora mais uma vez chegue, me jogando a cama sonhando com os dias futuros, chances futuras, não esperando em como acordar nem querendo acordar...
Tudo isso é satisfeito... Afinal o simples desejo foi completado... Hoje eu só quero qeu o dia termine bem...
Topo.
Do lembrete para o ano que se inicia
Há 4 meses
