segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Mais um dia...

Descer.

E lá vamos para mais um dia... Na verdade para mais dois dias.

O dia passa rápido... Eu quero vê-la, ela quer me ver. Nós nos vemos, fingimos e nos desejamos mais do que a alguns segundos atrás. Começamos um excelente final de semana em pensamento, tudo em sintonia. Desde o beijo mais rápido até aquele mais duradouro seguidode caricias e sentimentos que os bem aventurados tem.

Chegamos no destino, nos encontramos com novas pessoas, pensamos... Eu penso nela, ela não sei... Mas sigo ali por ela. Pensando na felicidade dela. Cada um pede o seu tempo, para nos atraírmso mais na festa. Eu me fantasio e ela me fantasia, bela como sempre ela vem de branco e me preenche de loucura com um beijo muito bem dado. Aquele sentimento bom de prazer, tesão e relaxamento vem subindo pela minha coluna e eu me sinto em paz com o meu bem querer. As danças mudam, e os pensamentos dela também. Agora mais tarde ela muda, diante de um beijo apaixonado ela corre, ela sai e ela vai... Para longe de minha visão deixando poucas coisas no meu ouvido: "- Não posso me apaixonar".

Tempos depois, voltamos mas agora sem tanta sintonia, sem tantas vontades de fazer o outro feliz... Ela me diz coisa que me alegram, ela me beija como se fosse uma última vez, me faz bem, e depois vai embora de novo como se nada tivesse acontecido. Sou-lhe a liberdade, e junto chega a concorrência, eu temo, eu me encho de raiva, mas mantenho a pose, afinal faz tempos que estamos assim e eu não queria mudar por seu bem, mas ela não mudaria pelo meu, logo tomei uma atitude e, mais logo que meu logo, eu a chatiei... E ela se fez fria como a noite que me abraçou no dia de ontem. Eu a chamo para dançar, ela nega, eu a chamo para conversar ela aceita, conversa era um pretesto, queria mais daquele sabor doce que me alimentava ali. Porém tudo que consegui foram beijos pálidos sem desejo... Ela termina me apunhalando mais uma vez mandando eu me esquecer daquilo que ela me disse... Eu não posso esquecer... E a cada minuto o belo final de semana se torna num pesadelo.

Ficamos distantes, fui dormir, na hora de dormir a surpresa. Ela viria dormir junto comigo. Excelente oportunidade, aproveito-me penso em tudo que posso fazer e me preparo, como respeitador de bons costumes me calo pelos momentos me resumindo a dizer que foram bons. Pela manhã acordo-me mais apaixonado que antes e continuo ainda a dar-lhe meus sentimentos mais puros sem pestanejar e ela novamente me decepciona... Na hora da volta sua frieza era mais que isolante, era assustadora... E num dia como aqueles em que o tempo nos recordava de mais um mês de que repetiamos de bons momentos, ela me diz: "- Hoje é só mais dia... Não tem nada demais, um dia como outro qualquer... Esquece."

E assim termino com aspirações, e assim termino com minha tristeza, e assim me resumo as minhas lágrimas, e assim me resumo ao meu canto, e assim termino com meu vago reino de dor...

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